terça-feira, 9 de abril de 2013

Ministro do Esporte: Nada é mais fiscalizado que os recursos da Copa

Ministro do Esporte: Nada é mais fiscalizado que os recursos da Copa
O Brasil terá futebol em todos os estádios mesmo após a Copa do Mundo de 2014. Pelo menos é o que garantiu o ministro do Esporte, Aldo Rebelo, durante participação no programa "Roda Viva", da Cultura, na noite desta segunda-feira. 

Trajado com um agasalho do Comitê Paraolímpico Brasileiro, da marca Nike, o político do Partido Comunista do Brasil definiu como preconceituosa a visão de quem acredita que o Brasil terá "elefantes brancos" nas regiões norte, nordeste e centro-oeste depois do mundial.

"É o típico olhar distante e preconceituoso. Olha lá para o norte. Os bandeirantes chegaram a Cuiabá e fundaram a cidade. Difícil foi fundar Cuiabá e Manaus. Difícil foi carregar as pedras para fazer um forte na beira do Rio Negro. Quantos jogos acontecem por ano em Wembley? Se mantém com casamento, eventos, com bares", analisou o ministro, que presidiu a CPI da CBF/Nike, entre 2000 e 2001.

De acordo com o ministro, receber jogos de futebol não será a única utilidade dos estádios e acredita que os grandes eventos devem justificar a construção das novas arenas.

Grandes espetáculos vão ser realizados em todos esses estádios. Em Cuiabá, em Manaus e Natal. As 12 cidades sedes estão bem servidas. Manaus merece ter o estádio que está construindo. Esses estádios não serão só de futebol, serão arenas destinados a receber eventos",  completou.

Além de defender a construção de novos estádios para a disputa da Copa do Mundo de 2014, Rebelo afirmou que o dinheiro utilizado para a realização do mundial e da Olimpíada de 2016 é completamente fiscalizado.

"Não tem nada no Brasil mais controlado e fiscalizado do que o dinheiro destinado para a Copa do Mundo e para a Olimpíada. A fiscalização é o que garante. O dinheiro público tem que ser controlado" comentou.

Rebelo também falou sobre a situação do estádio Engenhão que está interditado por conta de falhas estruturais. De acordo com o político, o estádio não pode ser crucificado já que acolheu o futebol carioca durante a reforma do Maracanã para a Copa do Mundo de 2014. 

"Com todo o problema do Engenhão, mas justiça se faça. O Engenhão foi o estádio que acolheu os clubes do Rio de Janeiro em todas as competições. Se não tivesse, os clubes iam jogar em qual estádio?", disse.

Por último, o ministro do Esporte falou sobre o investimento feito no esporte de base e garantiu que o foco não são apenas as medalhas olímpicas. 

"Nós não estamos focando apenas nas medalhas, elas são parte de um projeto. O investimento maior é no esporte educacional. Todo país que tem o êxito, valorizou o esporte na escola. Depois, eles vão encontrando seus caminhos e diferenças. Cuba tem um esporte de alto rendimento com apoio do Estado. Já os Estados Unidos com apoio mais privado. Nós estamos com projeto de fazer mais cinco mil quadras", concluiu.

Resumo Geral
Fonte: Uol

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