terça-feira, 23 de abril de 2013

Suspeita de executar universitários do RN alega inocência.



Maria Eduarda Santos vai se apresentar à polícia potiguar nesta terça-feira.
Ela concedeu entrevista exclusiva ao G1 nesta segunda: 'tenho um álibi'.

 Maria Eduarda Santos Gomes, 22 anos (Foto: Fred Carvalho/G1) 
 Maria Eduarda diz ter um álibi para provar que não cometeu crimes no RN (Foto: Fred Carvalho/G1)

A mulher apontada pela Polícia Civil do Rio Grande do Norte como suspeita de ter executado dois universitários na cidade de Espírito Santo, a 76 quilômetros de Natal, alega inocência nos crimes. Maria Eduarda dos Santos Gomes, de 22 anos, concedeu entrevista exclusiva ao G1 na tarde desta segunda-feira (22). Ela vai se apresentar à polícia nesta terça (23).
De acordo com a polícia, Maria Eduarda teria participado diretamente da morte dos universitários Manoel Gomes Teixeira Neto, de 20 anos, e José Costa de Lima Júnior, de 21. Os dois foram executados com um tiro na cabeça cada na madrugada de 3 de março passado em uma estrada carroçável que liga Espírito Santo à cidade vizinha de Canguaretama.
Grávida de três meses e meio e esperando o terceiro filho, Maria Eduarda diz que não conhecia as vítimas. "Nunca vi essas pessoas. Não tenho a menor ideia de quem eram ou o que faziam".
Maria Eduarda antecipou um álibi: "Minha família é de feirantes. Pelo que soube, esses crimes contra esses rapazes aconteceu na madrugada do sábado [2 de março] para o domingo [3 de março]. Como sempre faço nos dias que vamos à feira, acordei às 2h e já às 3h estava na feira. Eu trabalhei o dia todo. Se tivesse cometido os crimes, não teria como aguentar um dia de trabalho pesado", defendeu-se.
Em entrevista ao G1 no dia 16 passado, o chefe de investigações da Delegacia de Goianinha, Neto Galvão, disse que Maria Eduarda tem ligação com um traficante de drogas que atua na região de Espírito Santo. Ela confirma essa versão. "Meu marido é cunhado de um traficante. Esse criminoso vive tentando se aproximar da nossa família, mas nunca permitimos".
Segundo Maria Eduarda, os crimes foram atribuídos à ela por vingança. "A mulher desse traficante não gosta de mim porque não permito nenhuma aproximação. Mas tudo isso será esclarecido e vou provar que não tenho nada a ver com essa história", falou.
O juiz de Goianinha, José Armando Ponte Dias Júnior, expediu um mandado de prisão preventiva contra Maria Eduarda no dia 14 de março passado. Assim que ela se apresentar, será presa e levada para o Centro de Detenção Provisória feminino, na zona Norte de Natal.

Resumo Geral
Fonte: G1 Rn

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