sexta-feira, 28 de junho de 2013

"SE O DIABO INVENTOU UM INFERNO NA TERRA, ESSE INFERNO É O CRACK"

Considerada a pior das drogas, pedra tem feito um número cada vez maior de vítimas. Toda vez que um viciado em crack acende seu cachimbo assina uma nova sentença de morte. Com o poder de escravizar às primeiras tragadas, a pedra à base de cocaína arrasta o usuário à sarjeta em pouquíssimo tempo. A droga, que avança como uma praga pelo território gaúcho, faz mais vítimas do que qualquer outra porque afunda o dependente numa degradação física e psicológica que o empurra ao crime para saciar o vício devastador.

O crack, assim denominado porque a pedra emite pequenos estalos quando queimada, leva fama de ser uma droga barata desde que seu consumo explodiu nas periferias brasileiras, nos anos 1990. Mas o baixo custo da pedra, em torno de R$ 5, é uma ilusão. Da mesma maneira que não se tem notícia de alguém que tenha experimentado crack uma única vez, um dependente não se satisfaz com uma pedra. Na fissura, o usuário fuma 20, 30 pedras ao dia. Para custear vício, primeiro se desfaz do que tem, depois parte para o crime.

As apreensões de crack se multiplicam a cada ano em todo Brasil, um indício claro de que mais gente está consumindo e precisa de dinheiro para tal. Nos pontos de venda,
traficantes costumam aceitar de tudo dos viciados em desespero, de laptops a bonecas. É comum encontrar todo tipo de material nos pontos de tráfico. Qualquer coisa serve como moeda de troca.

O drama que o crack leva para dentro das famílias não aparece nas estatísticas policiais, mas é gravíssimo. Nos últimos tempos, casos de mães que acorrentam seus filhos na tentativa de conter o vício têm aparecido com frequência na imprensa. Entretanto, a maioria das famílias silencia, por medo ou vergonha, enquanto dinheiro e objetos são levados de casa.

O usuário não se penaliza com barbaridades que comete, com parentes ou desconhecidos, porque o crack anestesia o afeto. A lotação de instituições de reabilitação e ambulatórios de desintoxicação é uma demonstração dessa epidemia que atinge centenas de lares ricos e pobres.
Do total de usuários em tratamento, 35% abandonarão tudo no meio do caminho. Entre os que concluírem o processo, 90% vão recair na pedra.  O crack provoca muitas sequelas no organismo e é difícil conseguir algum resultado de longo prazo.

Quando o assunto é crack, não há motivos para otimismo.

Resumo  Geral

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