terça-feira, 24 de setembro de 2013

Governo Brasileiro irá facilitar visto para Sírios que alegarem razões humanitárias em relação a guerra no país

Governo Brasileiro irá facilitar visto para Sírios que alegarem razões humanitárias em relação a guerra no país
O governo publicou nesta terça-feira (24) no "Diário Oficial da União" uma resolução que torna mais flexíveis as regras para concessão de visto a cidadãos sírios que aleguem razões humanitárias.

Segundo a ONU, cerca de 100 mil pessoas morreram desde a eclosão da guerra civil na Síria em 2011, e outros 2 milhões deixaram o país.

De acordo o Itamaraty, a resolução publicada nesta terça tem o objetivo de facilitar a vinda de sírios que estejam de alguma forma ameaçados pelos conflitos em seu país.

O Itamaraty explicou ainda que os critérios que serão flexibilizados para a concessão do visto vão variar  de acordo com cada pedido. Em alguns casos, por exemplo, o governo pode relevar o fato de o solicitante do visto não ter comprovado emprego fixo na Sìria. Em outros casos, poderão ser aceitos pedidos sem que o cidadão sírio apresente comprovantes de renda.

A norma vale todos os tipos de visto, entre eles os de trabalho, os de turismo e os permanentes. A resolução já está em vigor, vale por dois anos e pode ser prorrogada.

Dilma Rousseff

Em discurso nesta terça na abertura da Assembleia-Geral da ONU, a presidente Dilma Rousseff defendeu uma solução diplomática, sem o uso de força militar, para o conflito na Síria.

“É preciso impedir a morte de inocentes, crianças, mulheres e idosos. É preciso calar a voz das armas – convencionais ou químicas – do governo ou dos rebeldes. Não há saída militar. A única solução é a negociada, o diálogo, o entendimento”, disse.

Dilma disse apoiar o acordo liderado pela Rússia para a eliminação de armas químicas na Síria.

“Cabe ao governo sírio cumpri-lo integralmente, de boa-fé e com ânimo cooperativo.

Em qualquer hipótese, repudiamos intervenções unilaterais ao arrepio do direito internacional, sem autorização do Conselho de Segurança”, afirmou.

Para a presidente uma  intervenção militar só “agravaria a instabilidade política da região e aumentaria o sofrimento humano”.

Resumo Geral
Fonte: G1

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