terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

Família doa órgãos de cinegrafista da Band morto durante um protesto no Rio; Confira

Família doa órgãos de cinegrafista da Band morto durante um protesto no Rio; Confira
 
O cinegrafista Santiago Ilídio Andrade, que teve morte cerebral nesta segunda-feira (10), quatro dias após ser atingido na cabeça por um rojão, enquanto cobria uma manifestação no Rio de Janeiro, nunca gostou de briga e estava sempre pronto para ajudar, segundo amigos e colegas de trabalho que prestaram homenagem a ele nesta segunda.

"Nunca vi ele enrolado em briga, nunca gostou de briga, sempre afastou. Ele gostava era de ajudar todo mundo. Ele era um parceiro", afirmou o colega José Arnaldo dos Santos, em entrevista ao Jornal Nacional (veja no vídeo acima).

Santiago tinha 49 anos e deixa três enteados e uma filha, que seguiu o caminho do pai e se tornou jornalista. Após a morte cerebral do cinegrafista, a família de Santiago decidiu doar seus órgãos.

"Sabe aquelas pessoas assim que são fáceis de gostar? Uma das pessoas mais fáceis de se gostar que eu conheci", disse o amigo Alexandre Tortoriello.

Santiago trabalhava havia dez anos na TV Bandeirantes.  Ele chegou a viajar por várias partes do mundo registrando imagens. Os dois prêmios de jornalismo que conquistou foram por reportagens sobre transportes, ônibus lotados, trens atrasados e a dura realidade do Rio de Janeiro, cidade em que nasceu.

"O Santiago era um artista da sua profissão. Chamava ele até de Picasso: 'Você é o Picasso das câmeras porque você não filma, você pinta o que você faz'", relembrou o colega Felipe Barreto.

Na tarde desta segunda, jornalistas de vários veículos da imprensa oficial e de mídias independentes se reuniram na Candelária, no Centro do Rio, para homenagear o repórter cinematográfico.

Família

Filha de Santiago, Vanessa Andrade, de 29 anos, publicou em seu perfil no Facebook, na tarde desta segunda-feira, uma carta sobre a morte do pai. "Quando decidi ser jornalista, aos 16, ele quase caiu duro. Disse que era profissão ingrata, de salário baixo e muita ralação. Mas eu expliquei: vou usar seu sobrenome. Ele riu e disse: então pode!", escreveu a jovem.

Vanessa viu o trabalho do pai em grandes coberturas, como a das chuvas na Região Serrana do Rio em 2011. Desde junho do ano passado, ele passou a cobrir de perto as manifestações que se espalharam pelo Brasil.

"Um dia meus futuros filhos saberão quem foi Santiago Andrade, o avô deles. Mas eu, somente eu, saberei o orgulho de ter o nome dele na minha identidade", afirmou Vanessa em sua página no Facebook.

Resumo Geral 
com g1

Nenhum comentário:

Postar um comentário