sábado, 25 de junho de 2016

Desemprego continua aumentando, mas ritmo diminui e dá sinais positivos

O estoque de emprego para o mês de maio de 2016 é da ordem de 39.244.949 trabalhadores com carteira de trabalho assinada

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De acordo com o CAGED, em maio de 2016, verificou-se uma redução de 72.615 empregos formais, o equivalente à variação negativa de 0,18% em relação ao estoque do mês anterior. O saldo de maio foi oriundo de 1.209.991 admissões e 1.282.606 desligamentos.

No acumulado do ano, o nível de emprego formal apresentou declínio de 1,13%, correspondendo à perda de 448.011 postos de trabalho. Nos últimos doze meses, o recuo foi da ordem de 1.781.906 empregos com carteira de trabalho assinada, o que corresponde a uma retração de -4,34% do contingente trabalhadores formais.

O estoque de emprego para o mês de maio de 2016 é da ordem de 39.244.949 trabalhadores com carteira de trabalho assinado.
 
Setorialmente, dois dos oito setores de atividade econômica apresentaram saldo positivo. A Agricultura registrou a geração de + 43.117 postos de trabalho ou +2,77%, incremento superior ao verificado no mesmo mês do ano anterior (+28.362 postos). Esse desempenho relaciona-se a fatores sazonais, principalmente com a cultura do café na região sudeste.

Em seguida, vem a Administração Pública (+1.391 postos ou +0,15%), resultado acima do verificado no mesmo período do ano passado (-50 postos). Os setores que tiveram redução no nível de emprego formal foram: Serviços (-36.960 postos ou -0,22%), Comércio (-28.885 postos ou -0,32%), Construção Civil (-28.740 postos ou -0,32%), Indústria de Transformação (-21.162 postos ou – 0,28%), Extrativa Mineral (-1.195 postos ou – 0,58%) e SIUP (-181 postos ou -0,04%).

O saldo negativo no setor Serviços (-36.960 postos ou -0,22%) decorreu da queda do emprego formal em quatro dos seis ramos que o compõem. Os segmentos que tiveram resultado positivo foram: Serviços Médicos e Odontológicos (+5.404 postos ou +0,27%) e Ensino (+869 postos ou +0,05%). Os ramos que apresentaram as maiores quedas foram: Serviços de Alojamento e Alimentação (-19.082 postos ou –0,33%) e Comércio e Administração de Imóveis (-16.040 postos ou -0,34%).

A redução do nível de emprego com carteira de trabalho no Comércio (-28.885 postos ou -0,32%) deveu-se principalmente da perda de postos no Comércio Varejista (-23.336 postos ou – 0,31%).

Na Indústria de Transformação (-21.162 postos ou -0,28%), dois dentre os doze ramos que a integram registraram aumento no nível de emprego formal. Os ramos que apresentaram resultado positivo foram: Indústria de Produtos Alimentícios (+1.185 postos ou +0,06%) e Indústria Química (+981 postos ou 0,11%). Por seu turno, os segmentos que apresentaram as maiores quedas foram: Metalúrgica (-4.346 postos ou -0,67%), Mecânica  (-4.004 postos ou -0,72%) e Material de Transporte (-3.675 postos ou -0,75%).

No recorte geográfico, os dados do CAGED revelam redução no nível de emprego formal nas cinco grandes regiões. A região Sul registrou o maior recuo com a perda de 24.032 de postos de trabalho, ou -0,33%, em razão, principalmente, do desempenho negativo da Agricultura ( -4.906 postos), do Comércio Varejista (-3.081 postos) e do Serviços de Alojamento e Alimentação (-2558 postos). Em seguida, vem região Nordeste que evidenciou a perda de 20.147 empregos formais (-0,31%), devido principalmente ao resultado desfavorável da Construção Civil  (-7.995 postos), Comércio Varejista (-5.983 postos) e Serviços de Alojamento e Alimentos (5.142 postos). As demais Regiões apontaram  o seguinte desempenho: Sudeste (- 17.335 postos  ou -0,08%), Norte (-5.781 postos ou -0,32%) e Centro-Oeste (-5.320 postos ou  -0,17%).

Entre as Unidades da Federação, cinco das vinte e sete elevaram o nível de emprego: Minas Gerais (+9.304 postos ou +0,23%), impulsionado pelo desempenho favorável do Cultivo do Café (+20.308 postos); Espírito Santo (+1.226 postos ou +0,17%), decorrente principalmente do saldo positivo no Cultivo do Café (+1.837 postos); Mato Grosso do Sul (+562 postos ou +0,11%), motivado em grande medida pelo incremento de empregos formais na Agricultura (+522 postos) e Construção Civil (+397 postos); Goiás (+153 postos ou 0,01%), devido ao resultado positivo da Agricultura (+1.059 postos) e da Indústria de Produtos Alimentícios (+807 postos); e Acre (+147 postos ou +0,18%), em razão do desempenho do ramo de Produção Florestal (+109 postos).

As maiores reduções de emprego formal ocorreram nos estados: Rio Grande do Sul (-15.829 postos ou -0,61%), em função principalmente da redução do emprego na Agricultura (-3.723 postos) e Comércio Atacadista (-1.816 postos); Rio de Janeiro (-15.688 postos ou –0,43%) devido à perda de emprego na Construção Civil (-6.107 postos) e Comércio e Administração de Imóveis (-3.668 postos); e São Paulo (-12.177 ou -0,10%) em razão da queda do emprego formal na Construção Civil (-9.957 postos) e no Comércio e Administração de Imóveis (-5.227 postos).

O emprego no conjunto das nove Áreas Metropolitanas registrou queda de 0,40% (-62.513 postos) no contingente de trabalhadores com carteira assinada. Esse desempenho foi oriundo da retração de todas as nove regiões metropolitanas, com destaque para São Paulo (-20.286 postos ou -0,31%) e Rio de Janeiro (-12.313 postos ou -0,44%).

No Interior desses aglomerados urbanos, verificou-se elevação no nível de emprego da ordem de 0,07%, representando um incremento de 9.421 postos de trabalho. Os Interiores dos estados desses aglomerados urbanos que mais contribuíram para esse resultado foram: Minas Gerais (+16.834 postos ou +0,65%) e São Paulo (+8.109 postos ou +0,14%).

Resumo Geral
Com PNA

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